O mal de Alzheimer – cuidados do adulto

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O mal de Alzheimer é uma doença caracterizada por um declínio cognitivo que leva à perda total e progressiva de memória, não obstante isso, não se reduz simplesmente a “esquecer as coisas”.


Assim como é herdada pela genética a cor dos olhos, o cabelo e os traços físicos, familiares, também é possível herdar uma mutação genética que desperta um tipo de mal de Alzheimer, chamado de mal de Alzheimer familiar de início precoce ou mal de Alzheimer genético.

Mal de Alzheimer

Lúcia Madrigal, Enfermeira e Psicóloga, é uma das protagonistas desta aventura cheia de amor, carinho e ciência. Ela faz parte do Grupo de Neurociências da Universidade de Antioquia, criadores do projeto Prevenção da Doença de Alzheimer na Colômbia API (Colômbia).


Tudo começou em Medellín – Colômbia há mais de 30 anos, quando ela e o Dr. Francisco Lopera começaram a escrever uma história, para não esquecer, uma em que o


poder científico e social se uniram para prevenir e tratar o mal de Alzheimer.


Nos anos 80, ambos atendiam pacientes com doenças neurodegenerativas, no final dessa década descobriram um caso de uma pessoa de 42 anos de idade com perda de memória progressiva, seu pai havia apresentado sintomas semelhantes, seu avô e seus tios, devido a essa coincidência e para o espanto do desenvolvimento precoce desta doença, decidiram fazer uma genealogia desta família, e uma pesquisa geográfica que permitiu descobrir que grande parte da população do atlético nacional, contava com uma mutação genética no cromossomo 14, qual era a cusante da doença.


Nestas famílias, o mal de Alzheimer é precoce, já que tem um início precoce, pois aparece aos 42 ou 43 anos e o declínio cognitivo é muito rápido com relação às pessoas que apresentam demência tardia.


Aí começou a viagem, a busca por esses dois visionários por encontrar uma cura, que encontraram apoio no Grupo de Neurociências da Universidade de Antioquia e, agora, médicos, enfermeiros, biólogos, químicos, psicólogos e neuropsicólogos fazem parte de uma equipe que trabalha dia a dia para buscar um medicamento preventivo que atrasa a idade de início de este tipo de mal de Alzheimer.


O projeto em execução Prevenção da Doença de Alzheimer na Colômbia API (Colômbia), que se iniciou em dezembro de 2013, consiste em fazer um ensaio clínico, vinculando-se a 300 pessoas saudáveis, sem problemas de memória, que tenham entre 30 e 60 anos de idade, mas com um alto risco de desenvolver a doença por ter em sua família a um ou mais membros com mal de Alzheimer antes dos 60 anos, isto com o fim de avaliar a pessoas que tenham grandes chances de ter a mutação do cromossomo 14, para conseguir retardar este mal, transmitido de geração em geração.


As pessoas que participam no estudo, leva uma amostra de sangue e são atendidos por profissionais que realizam testes foi considerada e clínicas para saber se têm o gene da “mutação paisa”, se é positivo podem continuar com o processo e fazer parte da investigação científica. As condições para continuar vinculados são de tomar o medicamento a cada 15 dias e não ter filhos nos próximos 5 anos.


Além desta investigação científica, o Grupo de Neurociências tem um programa de responsabilidade social com as famílias afetadas, que se vinculam ao estudo clínico para ajudar tanto aos pacientes como aos cuidadores e familiares a diminuir a dor da doença.


O programa denominado Plano Social, baseia-se na campanha não se esqueça de ajudar, a qual além de convidar a participar no estudo clínico, coleta de fundos e insumos para prestar apoio médico e psicológico a todos os afetados pelo mal de Alzheimer. Além disso, oferece atividades para melhorar a qualidade de vida de doentes e familiares herdeiros da doença.

Mal de Alzheimer

As oficinas e atividades educativas e psicossociais são feitas de segunda-feira a sábado.


Segunda-feira e quarta-feira: coral.


Terça-feira: artesanato e pintura.


Quarta-feira: estimulação cognitiva.


Sexta-feira: dança Neuro-tango.


Segunda-feira: teatro.

Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer é um tema que não pode ser esquecido, por isso apoiamos estas iniciativas que lutam dia a dia por esta causa e nos mostram que com amor e pesquisa é possível abrir um caminho.


Pacientes, familiares e prestadores de cuidados de saúde, esta é a prova de que vocês não estão sozinhos, existem espaços e pessoas que trabalham a cada dia para compreender, lutar e buscar a prevenção desta doença.


Aqueles que quiserem saber mais sobre este projeto podem fazê-lo aqui: http://www.quenoseteolvideayudar.com/


Você conhece alguém que sofra de Alzheimer? Como você participa da luta? Conte-nos sua opinião.


Um grupo de profissionais em diferentes áreas da saúde está à sua disposição para resolver as suas preocupações.

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